O dia 31 de julho é bastante especial para a Congregação das Filhas de Jesus.
Neste dia celebra-se a páscoa de Santo Inácio de Loyola.
Ele foi o fundador da Companhia de Jesus, em 1534, com uma missão evangelizadora e educacional. Santa Cândida, ainda criança, possuía uma linda devoção por Inácio, cuja espiritualidade se tornou a base da missão da nossa Madre Fundadora.
A Congregação Filhas de Jesus acredita na importância dos Exercícios Espirituais Inacianos na vida e missão das Filhas de Jesus.
A ação de Deus na história da Congregação, reavive com força e esperança, o encanto dos Exercícios Espirituais Inacianos como um meio eficaz de evangelização na missão das Filhas de Jesus.
Que Santo Inácio nos ilumine!
Reflexão sobre a trajetória de Santo Inácio de Loyola
Continuamos a nossa reflexão sobre o discernimento e, para isso, podemos ser ajudados pelo exemplo concreto de um santo: Inácio de Loyola. Quando Inácio estava a convalescer depois de ter sido ferido na perna durante uma batalha, dedicou-se à leitura. Teria preferido histórias de cavalaria, mas em casa só havia livros sobre santos. No entanto, a leitura destas histórias, o conhecimento de figuras como S. Francisco e S. Domingos, Sentiu que o caminho de Deus o atraía e o convidava a mudar de vida.
O discernimento é a ajuda para reconhecer os sinais pelos quais o Senhor se dá a conhecer em situações imprevistas, mesmo desagradáveis, como foi o caso da ferida na perna de Inácio.
“Quando pensava em coisas cavalheirescas, tinha grande prazer; mas quando as deixava, ficava seco e descontente; e quando pensava em fazer todos os rigores que os santos deviam ter feito; não só se consolava quando estava em tais pensamentos, mas também quando estava em tal estado de espírito; e quando pensava em fazer todos os rigores que os santos deviam ter feito. Mesmo depois de partir, estava feliz e contente” (n. 8), deixou-o com um traço de alegria.
Esta experiência tem dois aspectos principais:
– o tempo Quero dizer, os pensamentos do mundo são atraentes no início, mas depois perdem o seu brilho e deixam-nos vazios, insatisfeitos, uma coisa vazia. Os pensamentos sobre Deus, pelo contrário, suscitam a princípio uma certa resistência – “Esta coisa chata dos santos não vou ler” – mas quando são acolhidos trazem uma paz desconhecida, que dura muito tempo.
– o ponto de chegada dos pensamentos. Compreendemos o que é bom para nós no nosso percurso de vida. As regras de discernimento ajudam-nos a fazer este caminho. Há uma história que precede o discernidor, uma história que é indispensável conhecer. Temos de aprender a ouvir o nosso coração para podermos tomar boas decisões.
Deus atua nos acontecimentos imprevistos e também nas contrariedades. Um conselho: estejam atentos ao inesperado. Aquele que diz: “mas eu não estava à espera disto por acaso”. É o Senhor que vos fala ou é o diabo que vos fala? Alguém está a falar. Mas há algo a discernir.
Na vida da Madre Cândida
Estamos a recordar um momento da história de Espanha que tornou possível o encontro de Juana Josefa e do Padre Herranz. A revolução de 1968, que provocou uma forte perseguição à Igreja em Espanha, levou a família Sabater de Burgos para Valladolid e com ela foi Juanita para continuar a cuidar dos filhos e a fazer mais do que algumas tarefas domésticas. Pouco tempo depois, é o Padre Herranz, agora jesuíta, que chega a casa dos seus irmãos, vindo da sua missão em León. Esta é a síntese que a Mãe Cândida faz do nosso nascimento.
Uma santa jesuíta enclaustrada que concebeu a ideia de fundar uma congregação feminina para a educação e que espera, confiante em Deus, a pessoa certa para realizar este projeto com ela.
Esta pobre serva, quase analfabeta, que decidiu na adolescência ser só para Deus, que manteve vivo o seu desejo, esperando conhecer a Sua vontade para ela, enquanto pedia a Sua luz através da oração e da penitência.
A resposta de Deus, recebida por cada um de forma diferente, surpreendente e desconcertante, ilógica em termos humanos, porque Ele quis que a fé fosse o primeiro suporte para este empreendimento arriscado.
Finalmente, aquele encontro providencial, na igreja de San Felipe da Penitência, dos dois instrumentos que, merecidamente da minha parte, Deus tinha escolhido para levar a cabo uma obra que devia ser, antes de mais, Sua.
Fonte: Pg. 43 de “Aonde Deus te chame” de Mª del Carmen de Frías, FI



