SJO | Folclore

Folclore no cinquentenário da Obra Social São José Operário

Celebrar o Dia do Folclore é resgatar toda a complexidade da cultura brasileira, composta na química da pluralidade étnica o que a torna vasta e rica em tonalidades musicais, diversidade rítmica, nuances de cores, sabores, tramas, mitos, ritos, ofícios, artes, oralidades e literaturas.

Assim vem se desenhando a manifestação folclórica na Obra: plural, diversa, inclusiva, dialógica e uma verdadeira semeadura de criações.

A partir da década de 1990, passamos a enfatizar o dia do folclore como canal de expressão artística, buscando conversas entre o Congado – muito tradicional em Minas Gerais, tendo como teatro a coroação do rei e rainha do Congo, fato histórico representando conquista dos escravos na época da mineração; O Boi-bumbá – trazido do norte do país e renomeado como Bumba meu boi, Boi de mamão ou Boi pintadinho, dentre outras denominações e o cortejo de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, tradição vinda, segundo historiadores e folcloristas, da África, juntamente como os congaleses.

Estandartes de santos negros – como São Benedito e Santa Efigênia, santos europeus- como Santo Antônio e a Bandeira do Divino Espírito Santo, as cores azul e vermelho, representando a luta entre Cristãos e Muçulmanos, flores, roupas brancas, percussão, além dos lenços vermelhos, fazem parte da festa por nós proposta.

Outros elementos compõem a memória histórica do folclore: a expressão do sincretismo religioso, marca genuína da miscigenação brasileira, a presença da musicalidade negra, as referências à cultura popular, tal como fazíamos: desfile de perna de pau, bonecos de Olinda, guizos, canções, parlendas, provérbios, advinhas, jogo da capoeira, confecção de berimbaus, de tambores, indumentárias típicas, instrumentos musicais de percussão, os estandartes, bordados e fuxicos, oficinas de ervas medicinais, contação de histórias, artesanatos e culinária- tudo, enfim, e muito mais, já perpassou nossos agostos , nesses anos. Resta-nos suscitar a continuidade, o resgate, iniciativas artísticas de criação e o zelo pela cultura brasileira.

Desejamos que a Obra guarde tal memória, não só nos registros escritos, mas no plano das lembranças, da oralidade difundida; à Pastoral , pela iniciativa deste resgate , nosso reconhecimento e nossa promessa de não deixarmos o Folclore adormecer.

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