A importância da Contação de Histórias na Educação Infantil

É por meio das contações de histórias na Educação Infantil que conseguimos encantar, inspirar e desenvolver habilidades essenciais para a vida de nossas crianças.

Resumo: As contações de histórias na Educação Infantil encantam, inspiram e contribuem para o desenvolvimento integral das crianças. Por meio da leitura e do reconto, elas ampliam o vocabulário, a criatividade, a imaginação e as habilidades socioemocionais. O educador assume papel fundamental como mediador, dando vida às histórias e despertando o interesse pelo universo literário. Ouvir histórias proporciona prazer, encantamento e amplia as possibilidades de compreensão do mundo. As narrativas também favorecem o desenvolvimento da empatia, do autocontrole, do respeito e da reflexão sobre as próprias ações.Histórias que abordam coragem, amizade e superação contribuem para a formação de crianças mais sensíveis, críticas e de pequenos e grandes leitores.

Palavras Chaves: Educação Infantil, Contação de histórias e Literatura.

É por meio das contações de histórias na Educação Infantil que conseguimos encantar, inspirar e desenvolver habilidades essenciais para a vida de nossas crianças. A leitura e o reconto permitem que os pequenos imaginem, reflitam, expressem sentimentos e deem novos significados às histórias ouvidas. Essas práticas favorecem não apenas o desenvolvimento de habilidades pedagógicas, como a ampliação do vocabulário, a oralidade e a compreensão, mas também estimulam o senso crítico, a criatividade e as habilidades socioemocionais, como a empatia, o respeito e a cooperação. Dessa forma, contribuímos para a formação de crianças mais sensíveis, participativas e de futuros grandes leitores.

Fundamentação teórica

“Falar sobre a leitura em nosso século é um grande desafio, pois as tecnologias surgem como fortes concorrentes na disputa pela atenção das crianças, tornando o despertar pelo interesse da leitura uma tarefa cada vez mais complexa.“

No entanto, quando utilizadas de maneira assertiva e intencional, as tecnologias podem se tornar grandes aliadas no incentivo à formação de leitores. Ao unir as contações de histórias aos recursos tecnológicos, as narrativas ganham novos elementos, como sons, imagens, personagens animados e interatividade, despertando a curiosidade e o encantamento das crianças. Dessa forma, a tecnologia deixa de ser uma concorrente e passa a ser uma ferramenta que potencializa o prazer pela leitura, criando novas possibilidades de aprendizagem e aproximando nossos pequenos leitores do universo literário. E o grande protagonista dessas contações de histórias é o educador. É ele quem seleciona os temas, escolhe as histórias e lhes dá vida por meio de sua voz, expressões, gestos e intencionalidade pedagógica. O professor é o mediador entre a criança e o universo literário, transformando cada narrativa em uma experiência de encantamento, descoberta e aprendizagem. É por meio de sua sensibilidade e criatividade que a magia da literatura desperta, envolve e encanta as crianças, despertando a imaginação, a curiosidade e o prazer pela leitura desde os primeiros anos de vida.

De acordo com Abramovich (1999), do ponto de vista do ouvinte, a história deve despertar a curiosidade, a imaginação de quem a escuta. No caso das crianças, ouvir histórias aguça a sua criatividade e a leva a um caminho infinito de descoberta e compreensão do mundo. A autora ainda escreve que Ouvir histórias é viver um momento de gostosura, de prazer, de divertimento dos melhores… É encantamento, maravilhamento, sedução… O livro da criança que ainda não lê é a história contada. E ela é (ou pode ser) ampliadora de referenciais, poetura colocada, inquietude provocada, emoção deflagrada, suspense a ser resolvido, torcida desenfreada, saudades sentidas, lembranças ressuscitadas, caminhos novos apontados, sorriso gargalhado, belezuras desfrutadas e as mil maravilhas mais que uma boa história provoca… (desde que seja boa). (ABRAMOVICH, 1999, p.24)

E é na prática que a magia acontece, uma das histórias contadas, foi a do Dino Samuel de Marina Bastos, um dinossauro esperto que não sabia rugir. Com a ajuda de seus amigos e muita determinação, ele enfrentou seus medos e embarcou em uma jornada de descobertas até encontrar a sua própria voz, conseguindo, enfim, rugir como um verdadeiro dinossauro. Trata-se de uma narrativa rica em aprendizagens, que aborda importantes habilidades socioemocionais, como a empatia, a coragem, a determinação, o enfrentamento dos medos, além de sentimentos como tristeza e alegria. Por meio da trajetória de Dino Samuel, as crianças são convidadas a refletir sobre seus próprios desafios, compreender a importância do apoio dos amigos e perceber que cada um possui seu tempo e suas potencialidades, desenvolvendo a confiança em si mesmas e a valorização das diferenças. Assim, contribuímos para a formação de pequenos e grandes leitores desde a infância, cultivando o amor pelos livros e pela literatura.

Ao ler uma história a criança também desenvolve todo um potencial crítico. A partir daí ela pode pensar, duvidar, e perguntar, questionar…. Pode se sentir inquietada, cutucada, querendo saber mais e melhor ou percebendo que se pode mudar de opinião…. […]. (ABRAMOVICH, 1999, p. 143)

Considerações Finais

Falar sobre habilidades socioemocionais na Educação Infantil é falar sobre o essencial para a formação integral da criança. Por meio das contações de histórias, conseguimos nomear sentimentos, identificar emoções, descrever ações e comportamentos e ensinar estratégias de manejo emocional. As narrativas possibilitam que as crianças compreendam suas emoções e as dos outros, desenvolvendo a empatia, o autocontrole, o respeito e a capacidade de resolver conflitos de maneira mais saudável.

Além disso, as histórias oferecem oportunidades para refletir sobre comportamentos inadequados, pensar nas consequências de suas ações e construir atitudes mais conscientes diante do outro e do meio em que vivem. Dessa forma, a literatura infantil torna-se uma importante ferramenta pedagógica, capaz de acolher, orientar e promover o desenvolvimento socioemocional, contribuindo para a formação de crianças mais sensíveis, responsáveis e preparadas para conviver em sociedade.

Referências Bibliográficas

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. 5. ed. São Paulo: Scipione, 1999.

BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394compilado.htm. Acesso em: 14 jun. 2026. VYGOTSKY, Lev Semionovich. A Imaginação e a Arte na Infância. São Paulo: Ática,2009.

ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na Escola. 11. ed. São Paulo: Global, 2003.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC,

2018. Disponível em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf.

Acesso em: 14 jun. 2026. 

OPENAI. ChatGPT (modelo GPT-5.5) [modelo de linguagem]. Disponível em: https://chatgpt.com/. Acesso em: 14 jun. 2026. Este trabalho utilizou o ChatGPT (OpenAI) como ferramenta de apoio para revisão textual, organização de ideias e adequação da escrita acadêmica, sendo todo o conteúdo analisado, revisado e validado pela autora.

Por Carla Cristina Nogueira: pedagoga, neuropsicopedagoga, especialista em Educação Infantil e educadora socioemocional. Atua como professora de Educação Infantil no Colégio Imaculada Conceição, em Mogi Mirim (SP), desenvolvendo práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento integral da criança, à formação de leitores e à promoção das habilidades socioemocionais na primeira infância.

Por Thaisa Cristina Camilo: é graduada em Pedagogia e pós-graduada em Lúdico e Psicomotricidade na Educação Infantil. Atua como Auxiliar de Classe na Educação Infantil do Colégio Imaculada Conceição, em Mogi Mirim (SP), desenvolvendo atividades de apoio às práticas pedagógicas e ao cuidado das crianças na primeira infância. 

Gostou?! Leia mais na Revista Em Rede!

Mais Posts

Segundo dia da Assembleia Provincial das Filhas de Jesus – Brasil

No dia 28 de setembro, as irmãs iniciaram o segundo dia da Assembleia Provincial com a reflexão sobre Rute e Noemi, mulheres bíblicas que asseguram a esperança, apesar de tantas provações. A reflexão foi mediada pela Irmã Virma Barion, das Carmelitas de Vedruna. No final da manhã, as irmãs seguiram em processo de busca para

Primeiro dia da Assembleia Provincial das Filhas de Jesus – Brasil  

No dia 27 de setembro, as irmãs Filhas de Jesus se reuniram em Assembleia Provincial, cujo tema foi: “Enraizadas no amor de Deus, ser Filhas e Peregrinas de Esperança”. A reflexão partiu da experiência do batismo e se desenvolveu na experiência comunitária de amor e cuidado umas com as outras, para que, fortalecidas, sejam anunciadoras

Um encontro que fortalece a nossa missão!

O Centro de Serviços Compartilhados (CSC) da Rede Filhas de Jesus recebeu a visita da Irmã Regina Célia, Superiora Provincial da Região Brasil-Caribe, e da Irmã Maria Rosa Espinosa Calvo, Conselheira Geral da Congregação Filhas de Jesus. Foi um momento especial de proximidade, escuta e partilha com a equipe. A visita teve como propósito conhecer

1ª edição do Conecta Rede FI

Nos dias 5 e 6 de setembro, realizamos a 1ª edição do Conecta Rede FI, um evento dedicado especialmente aos educadores da Rede Filhas de Jesus. Foram dois dias de aprendizado e troca de experiências que fortaleceram a missão e a identidade que nos unem. A programação contou com palestras e reflexões sobre temas fundamentais

Filhas de Jesus
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.